Assino aqui com o nome de Mauro, que em grego significa negro. Nome que tem uma conotação quase sempre negativa, como insistiu Nietzsche. Serve para todos os outcaste e indesejados.
O que o mundo ganharia em saber quem fui eu quanto a casta e ofício? Como escreveu Kipling: Quem é Kim? E a quem interessa saber quem é Kim? Talvez nem ao próprio.
Kim é branco com pele de negro, eu sou negro com pele de branco. Negro não como 'preto', mas como anti-branco. Falo língua de branco, visto como branco mas não penso como branco. Algures além das cores esse espírito vagueia, au-dessus de la mêlée...
Não sabendo quem sou, sei que algum dia serei verdadeiramente louco, tal como Nietzsche cantou: "só louco, só poeta", Nur Narr! Nur Dichter! E sempre mais perto da Poesia e da Iluminação.
Os meninos querem ser multimilionários ?
Há 10 anos
